
Assim como o poeta, também gosto dela assim como ela é - Satélite. Porém, como negar o fascínio que este satélite sempre exerceu e ainda exerce? Uma geração vai e outra geração vem sobre a face da terra, mas a lua continua lá no alto, nos seus quartos observando, muda e gélida, os desamores da humanidade, pois como disse o escritor bíblico ela é a "fiel testemunha no céu".
A inocência de uma criança vê a lua crescente como o sorriso do céu.
A mais instigante de suas fases - a lua cheia - provoca tantos mitos! Seria a inspiração dos poetas, dos namorados? A mãe do lobsomem? Deusa dos índios? Bobagens! O que importa mesmo é que ela não gosta de brilhar sozinha, generosamente divide a luz que recebe do sol com a noite terrestre.
Satélite, mais do que o brilho da noite, tu és tão necessário para manter o equilíbrio de nosso planeta!
Oh, cândida lua! Mesmo não fatigada de mais-valia, eu gosto de ti assim: coisa linda e útil em si, - Satélite ... Fascinante Satélite.
