
Elas estão por toda parte da cidade em vários quintais ou enfeitando ruas e praças. Em quase todos os lugares por onde passo, lá estão elas, aquelas frondosas e, por que não dizer, majestosas árvores. Seu vermelho intenso atraem os admiradores da natureza e por isso não consigo passar por elas sem deixar de observá-las. Elas florecem nessa época do ano para dar cor e beleza ao nosso tórrido verão, que parece ficar ainda mais quente com vermelho tinto dos flamboaiãs. São árvores comuns em nosso "país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza" e, com certeza, elas contribuem para dar credibilidade a esses versos.
O contraste entre o vermelho do flamboaiã e o azul do céu dá um colorido tão especial ao verão, que chega a mexer com a minha fantasiosa imaginação. Reafirmo, são muito comuns e talvez por isso os olhares transeuntes acostumados com elas não param para observá-las, mas o meu, o meu olhar pára; o ônibus continua o seu cotidiano percurso, enquanto o meu olhar continua no flamboaiã, me estico para vê-lo passar e, como num passe de mágica, ele desaparece e outras paisagens tomam o seu lugar, e outras e mais outras, porém os olhos do meu pensamento só conseguem ver aquela árvore rubi que tanto me encanta. De repente, ele aparece novamente: é outro flamboaiã fortalecendo ainda mais o meu vermelho devaneio.
E assim, das janelas de casa ou dos ônibus prossigo contemplando essas árvores que tingem o verão de vermelho, cor quente e encantadora! Então, encantada com a rubra árvore pinto mentalmente uma bela tela, mais colorida do que as de Van Gogh ou de Miró, com as cores do verão tropical: dourado, anil e . . . é claro, vermelho! _ Um quadro de devaneio.
