domingo, 17 de fevereiro de 2008

Vermelho devaneio


Elas estão por toda parte da cidade em vários quintais ou enfeitando ruas e praças. Em quase todos os lugares por onde passo, lá estão elas, aquelas frondosas e, por que não dizer, majestosas árvores. Seu vermelho intenso atraem os admiradores da natureza e por isso não consigo passar por elas sem deixar de observá-las. Elas florecem nessa época do ano para dar cor e beleza ao nosso tórrido verão, que parece ficar ainda mais quente com vermelho tinto dos flamboaiãs. São árvores comuns em nosso "país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza" e, com certeza, elas contribuem para dar credibilidade a esses versos.

O contraste entre o vermelho do flamboaiã e o azul do céu dá um colorido tão especial ao verão, que chega a mexer com a minha fantasiosa imaginação. Reafirmo, são muito comuns e talvez por isso os olhares transeuntes acostumados com elas não param para observá-las, mas o meu, o meu olhar pára; o ônibus continua o seu cotidiano percurso, enquanto o meu olhar continua no flamboaiã, me estico para vê-lo passar e, como num passe de mágica, ele desaparece e outras paisagens tomam o seu lugar, e outras e mais outras, porém os olhos do meu pensamento só conseguem ver aquela árvore rubi que tanto me encanta. De repente, ele aparece novamente: é outro flamboaiã fortalecendo ainda mais o meu vermelho devaneio.

E assim, das janelas de casa ou dos ônibus prossigo contemplando essas árvores que tingem o verão de vermelho, cor quente e encantadora! Então, encantada com a rubra árvore pinto mentalmente uma bela tela, mais colorida do que as de Van Gogh ou de Miró, com as cores do verão tropical: dourado, anil e . . . é claro, vermelho! _ Um quadro de devaneio.

9 comentários:

Jacinta Dantas disse...

Nesse mundo de contrastes, que bom
poder exaltar o contraste do belo entre o vermelho da flor e o azul, o verde, o lilás...nesse país de tantas cores.
Um abraço
Jacinta

Opuntia disse...

O contraste entre o vermelho e o azul vem do fato de ser o vermelho considerado uma cor quente, alegre e o azul, fria ou triste. Na verdade, o q importa é q ambas as cores são lindas e enfeitam as nossas vidas.

Grata pela visita.

Bjos.

Josely Bittencourt disse...

A menina da janela do bus...

Sabe, vc poderia investir mais nesse olhar itinerante. Algo como "flauner", sei lá...vc tem um ás nas mãos, aproveite-o!

beijos

Opuntia disse...

Sabe, Disguiser, passo a metade dos meus dias em sala de aula e a outra matade no bus, então preciso inventar o q fazer nos longos trajetos de casa p/ a facul e da facul p/ o trabalho, assim quando ñ estou dormindo ou lendo no bus, estou admirando a rotineira e bela paisagem, pois sou amante confessa da natureza, mesmo q isso seja considerado piegas p/ alguns.

Josely Bittencourt disse...

Bom, falei da recorrência da observação e do bus, pois achei muito interessante. Espero q ñ tenha entendido como crítica ao restante da temática. Q nem de longe e nem em nenhum momento deixei representado como "piegas" ou sob qualquer outro foco.
Contemplar a natureza e tb a escrita, como vc, fazem a Jacinta e o Jorge Elias. E eu os contemplo emitindo o q acho peculiar sobre a escrita, já q dessa tb sou amante confessa.

Opuntia disse...

Querida Disguiser, desculpe-me se te ofendi; não me referi a você quando disse q alguns acham piegas o fato de alguém admirar a natureza. Acho q me expressei mal. Perdão! Sou sua fã, jamais tive a intenção de te ofender.

Bjos!!

Josely Bittencourt disse...

Oxi menina, ofendi ñ! Só me expressei pra ñ ser interpretada equivocadamente como interpretei o piegas... rs

Mas diga lá, o q eu ñ podia ter esquecido q vc ñ esqueceu???

Putz...

rsrsr

Se é promessa...vamos cumprir! rs

beijos

Jorge Elias disse...

Como disse a Jô, sou uma amante confesso da natureza.
Vivo levando esporro de minha esposa nas estradas (eu entendo bem sobre olhar intinerante...).
Quando voltei a escrever poemas, tinha dois temas principais:
lavar a roupa suja de meu passado e chamar atenção para a preservação da natureza.

Deixo aqui um poema que escrevi sobre minha relação com a natureza:

Quero que o fim do ciclo dos sois visiveis me pegue bestando a apreciar bromélias.

Que seu olhar se mantenha atento a beleza.

Abraços

JEN

Opuntia disse...

Jô
Não se preocupe, ñ te interpretei mal.

Jorge,
Fico feliz ao saber q temos algo em comum: o amor à natureza e aos poemas. Agradeço o lindo poema q vc deixou, é a minha cara, pois o ciclo dos sois sempre me pega a apreciar bromélias, rosas, orquídeas, montanhas, o mar...